Gás Verde

Transformar lixo em energia limpa, economicamente sustentável. Este é o desafio da Gás Verde S.A., empresa responsável pelo processamento do biogás gerado com o lixo acumulado durante décadas no Aterro de Gramacho, na Baixada Fluminense. O biogás é purificado até obter a qualidade equivalente de gás natural, transformando-se em gás verde, que é então transportado para abastecimento parcial da Refinaria de Duque de Caxias (REDUC), da Petrobras, em uma iniciativa inédita no mundo.

Pela primeira vez, uma refinaria funciona utilizando gás verde, renovável como derivado de biogás, para atender suas necessidades energéticas.O trabalho iniciou em 2009, quando a Novo Gramacho Energia Ambiental S.A. iniciou a extração e produção do biogás bruto, do aterro através de 301 poços de produção, tubulações de coleta e estação de bombeio. O gás, até então era simplesmente queimado, impedindo que o metano – que tem impacto 21 vezes maior que o gás carbônico em termos de efeito estufa – fosse lançado na atmosfera.

Nessa nova fase, com a Gás Verde S.A., o biogás passa pela usina de processamento, onde ocorrem as etapas de purificação até atingir o alto padrão de qualidade exigido pelas rígidas especificações técnicas da Petrobras. Esse processo torna a queima do gás verde mais limpa do que a do gás natural do petróleo (GNP).Para transportar o gás verde foi construído uma gasoduto de seis quilômetros de extensão, ligando a usina da Gás Verde S. A. à REDUC. O gasoduto foi construído com tecnologia de furo direcional, que permitiu a perfuração por baixo da área do manguezal e do rio Sarapuaí, em uma extensão de 1.100 metros, ao longo de uma camada profunda do solo.

Com um investimento de R$ 240 milhões, a usina da Gás Verde S.A. tem capacidade de processamento de 70 milhões m3 de biocombustível por ano, produção suficiente para abastecer todo o consumo residencial e do comércio da cidade do Rio de Janeiro. Para ver como funciona a usina, clique aqui.